Apresentador esportivo comentou envolvimento em representação do PT no TSE em entrevista à Edição 128 da Revista Oeste
O apresentador esportivo Milton Neves foi recentemente incluído em uma representação do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre supostas manipulações de notícias envolvendo o presidenciável Lula.
A peça dos petistas reclamava de “disseminação de desinformação” e reprodução de falas fora de contexto. Além de Milton Neves, aparecem os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL), além de outros políticos e jornalistas.
O veterano dos microfones foi incluído depois de comentar o vídeo de um comício de Lula, no qual o petista discursa sobre mulheres sofrendo agressões dentro de casa. “Meu Deus! Essa é a ‘alternativa ao ódio’?”, escreveu o jornalista.
Em entrevista à Edição 128 da Revista Oeste, Milton Neves comentou o envolvimento no caso e o tom de campanha de Lula.
“Não tenho nada contra ele. Que seja feliz e tenha saúde. Tenho falado também que ele tem vociferado ódio e raiva. Quando pega o microfone, nesses encontros com a turma do lado dele, fica saracoteando pra lá e pra cá, e fala com um ódio”, comentou Milton Neves.
“Aí eu falei: ‘Lula, cuida da sua saúde. Desejo saúde para você, mas vociferando tanto ódio e tanta raiva, isso vai fazer mal. E desejo tanta saúde para você como desejo para mim’, acrescentou o jornalista.
Milton Neves ainda descreveu a única entrevista que fez com Lula, realizada num evento esportivo Israel, em 1993.
TSE, Jornal Nacional e Elon Musk
Na entrevista a Oeste, Milton Neves disse que o caso no TSE vem sendo acompanhado por seu advogado, Sergei Cobra Arbex. O jornalista também comentou a repercussão de seus comentários políticos nas redes sociais — somente no Twitter o jornalista da Band tem mais de 2 milhões de seguidores.
O apresentador ainda criticou o desequilíbrio no tratamento aos presidenciáveis nas sabatinas do Jornal Nacional e explicou como conseguiu viralizar na internet com publicações provocativas. Entre elas, a que destacou o incômodo da esquerda com o encontro entre o bilionário Elon Musk e Bolsonaro.
Bruno Freitas, Revista Oeste
