quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Expectativa de vida do brasileiro aumenta em 2020

Aumento em 2020 foi de 76,6 anos para 76,8 anos, conforme dados divulgados pelo IBGE


Expectativa de vida do brasileiro aumentou Foto: Felipe Rau/Estadão - 6/9/21

A expectativa de vida do brasileiro subiu dois meses em 2020, passando de 76,6 anos em 2019 para 76,8 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações estão na Tábua Completa de Mortalidade de 2020, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O aumento, embora menor do que em relação ao avanço anterior, mantém a tendência de crescimento da taxa por anos consecutivos. Há quase dez anos, em 2011, a esperança de vida do brasileiro era de 74,1 anos. No ano seguinte, passou para 74,6 anos e depois para 74,9 anos. Em 2014, a taxa ficou em 75,2 anos; em 2015, em 75,5 anos; em 2016, 75,8 anos; em 2017, 76 anos; e, em 2018, foi de 76,3 anos.

Os dados serão detalhados pelo IBGE ainda nesta manhã. Especialistas previam queda da expectativa de vida por causa da pandemia, o que ainda não é observado nas estatísticas. A coleta e o cálculo dos dados ainda não contemplam todo o período da crise sanitária no País (o auge das mortes pelo vírus chinês no Brasil foi no 1º semestre de 2021).  

Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era muito baixa, de 45,5 anos. Depois disso, com redução da mortalidade infantil e outros avanços da Medicina e do País, o número vem crescendo consistentemente. Em 1980, chegou a 62,5 anos e, no ano 2000, a 69,8. Nas últimas duas décadas, os ganhos foram um pouco mais lentos. Mesmo assim, nunca se registrou decréscimo. 

A Tábua de Mortalidade tem periodicidade anual e fornece estimativas da expectativa de vida às idades exatas até os 80 anos. Sua abrangência é nacional e traz resultados por sexo e idade. Os dados são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Luci Ribeiro, O Estado de São Paulo