sábado, 7 de agosto de 2021

'SOS BRASIL! Estamos numa relação abusiva com o STF', por Bernadete Freire Campos - Psicóloga

 

Há pouco mais de um mês a violência psicológica, que já é prevista na Lei Maria da Penha, foi inserida no código penal e passou a ser crime, que pode resultar de seis meses a dois anos de prisão e pagamento de multa.

Visando diminuir o índice de violência, o Brasil lançou a campanha “agosto lilás”, que propõe que a mulher que for vítima de violência doméstica, seja física ou psicológica, deve fazer um “X” vermelho, para alertar e assim, receber o socorro.

A violência psicológica ou agressão silenciosa, por não deixar marcas visíveis, é difícil de ser detectada. Portanto, a campanha e a criminalização desse tipo de abuso, é oportuna e necessária.

A violência psicológica está em toda parte: em casa, nos ambientes de trabalho, e sobretudo, manifesta pela via virtual, onde termos tais como: “cancelamento”, “assassinato de reputação”, “lacração”, podem ser interpretados como violência psicológica.

Poder e dominação sustentam uma relação abusiva. Homens e mulheres de todas as idades, de diferentes profissões, podem manifestar-se de forma abusiva em suas relações familiares e sociais.

A maior característica da violência psicológica, é que ela vem disfarçada de “correção” e finge um caráter educativo, colocando as suas vítimas em sérias dúvidas, sobre merecer os ataques, que na maioria das vezes, produz danos irreversíveis para a autoestima, chegando a levar as pessoas mais sensíveis, ao suicídio.

Um tipo inédito de violência está em curso no Brasil, há pelo menos quatro anos: a comunicação abusiva motivada por rixas políticas.

Não bastasse a crise sanitária ocasionada pela pandemia, a população segue em clima de polarização, alimentada e incendiada pela crise entre os poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário.

Os poderes Legislativo e Judiciário, através de seus membros, vem medindo forças com o povo, que apoia o poder executivo, cujo presidente foi escolhido pelo voto democrático, fato esse, nunca digerido pela oposição. Isso pode ser observado desde as primeiras manifestações do povo em Brasília. A sequência de abusos, direcionados aos apoiadores do presidente, segue firme na intenção declarada e justificada, como formas de “inibir os atos antidemocráticos”, e “dar uma lição” aos que ousam ou ousaram desafiar os “deuses de toga”.

Prisões ilegais, criminalização do trabalho na pandemia, violação às liberdades individuais, perda dos direitos de ir e vir, fechamento de empresas, das igrejas, CPI fake...

Enfim, para que o meu alerta alcance mais pessoas, vou resumir em poucas linhas esse pedido de socorro.

Como mulher, mãe, esposa e psicóloga, atuante em consultório, coloco aqui, na palma da minha mão, um “X” vermelho, com um pedido de SOCORRO, não para os abusadores da nação, pois, eles estão entorpecidos pelo poder, e já não podem mais sentir.

Venho pedir aos cidadãos que, como eu, tenha preservada a capacidade de indignar-se, a assumir o propósito de ajudar a dar um basta a esses políticos inaptos, que desrespeitam a nação e violam a constituição, que juraram honrar.

Uma nação inteira foi feita refém, desses "bobos da corte", que se autoproclamaram DONOS DO BRASIL.

Além do abuso psicológico aqui denunciado, a perseguição ao poder executivo é, obviamente, de motivação política. Os “tomadores de poder” parecem ter adotado como lema, a Lei 42: “Ataque o pastor e as ovelhas dispersar-se-ão”, do livro “As 48 Leis do Poder”. Talvez consigam dispersar ovelhas. Mas, duvido que consigam afastar das ruas, os mais de 57 milhões de pessoas!

Atacar o presidente é a meta. Mas, o alvo é o povo. Atacando o presidente, esperam que o povo aceite o “corretivo” e desista. Assim, poderão concluir a operação TOMAR O PODER, com sucesso.

E quando isso acontecer, a polarização termina, pois, não haverá mais direita, nem esquerda, só um povo finalmente unidos, na dor e na desgraça.

Então Brasil?

Vamos acabar com essa violência psicológica, que tem tirado o sono e paz dos brasileiros?

Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística; Hipnose Clínica; Hipnose Hospitalar ; Hipnose Estratégica; Hipnose Educativa ; Hipnose Ericksoniana; Regressão, etc. Destaque para hipnose para vestibulares e concursos.

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