Jefferson tornou-se nacionalmente conhecido em 2005, ao denunciar o esquema do mensalãoO “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan, desta segunda-feira, 26, receberá o ex-deputado e presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson. Aliado do governo de Jair Bolsonaro, ele tornou-se nacionalmente conhecido em 2005, ao denunciar o esquema do mensalão, montado no Congresso Nacional pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2020, Jefferson foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal em um inquérito autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no inquérito das fake news. Suas contas do Facebook e Twitter também foram suspensas a pedido do membro da Corte. Ainda em 2020, ele denunciou em uma live que o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estaria preparando um golpe contra o presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, Jefferson foi condenado a pagar R$ 60 mil a Moraes e à esposa dele por falas durante uma entrevista a um programa de TV veiculado em rede nacional, quando se referiu a Moraes como “Xandão do PCC” e disse que a esposa dele passou de “piloto de fogão” para “maior jurista do Brasil”. O ex-deputado será sabatinado pelo apresentador do programa, Augusto Nunes, a editora do site da Revista Oeste Paula Leal, a apresentadora da RedeTV e comentarista da Jovem Pan Amanda Klein, o comentarista do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, José Maria Trindade e o repórter especial da Folha de S. Paulo Fabio Zanini.
Na última semana, a bancada recebeu o advogado e ex-procurador da Operação Lava Jato, em Curitiba, entre 2014 e 2018, Carlos Fernando Lima, que explicou que a corrupção é atuante desde a redemocratização e financia os partidos políticos no país. “A ideia da Constituição era não roubar, não deixar roubar e colocar na cadeia quem roube. Infelizmente nós temos uma substituição das velhas lideranças da redemocratização por fazedores de dinheiro e nosso sistema eleitoral privilegia quem faz o dinheiro e comanda os partidos políticos. Temos campanhas caríssimas que precisam ser financiadas e são financiadas pelo dinheiro público, seja ilícito ou fundões bilionários que são criados. Nosso sistema tinha que ser mais econômico, mais barato. O controle sobre os partidos precisam ser mais democratizados e precisamos ter mais transparência”, disse na ocasião.
Jovem Pan