Desembargador é o escolhido para a cadeira a ser deixada vaga por Celso de Mello
O presidente da República, Jair Bolsonaro, definiu quem será o substituto de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Em transmissão online na noite desta quinta-feira, 1º, o mandatário do país confirmou o nome que vinha sendo cogitado nos bastidores do poder ao decorrer dos últimos dias: Kassio Nunes.
A ser formalmente indicado para se tornar ministro do STF, Nunes é desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O órgão funciona com a segunda instância do Poder Judiciário, cuidando de casos relacionados ao Distrito Federal, todos os Estados do Norte, além de Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia e Minas Gerais.
Escolha contestada
O nome de Kassio Nunes para o STF vem sendo alvo de contestações. Mais cedo, quando tal possibilidade ainda não tinha sido confirmada pelo presidente da República, internautas avaliaram que ele não representa o conservadorismo. Dessa forma, promoveram a hashtag #ConservadorNoSupremoJa no Twitter.
Colunista e conselheiro editorial da Revista Oeste, J. R. Guzzo lamentou o grupo que será atendido caso a indicação do desembargador fosse confirmada para o STF. “Só atende ao interesse pessoal dele mesmo, à ladroagem do Centrão, aos Toffolis, Gilmares, Lewandovskis & Cia., à esquerda em geral e aos inimigos da Lava Jato”, lamentou o jornalista.
Durante a live desta noite, Bolsonaro rebateu as críticas feitas a Nunes. Ele lembrou que o nome de seu indicado precisará ser aprovado pelo Senado Federal. O presidente aproveitou para lembrar que terá direito a fazer outra indicação ao STF no próximo ano. Para a próxima vaga, ele prometeu que será destinada “a alguém terrivelmente evangélico”.
Tubaína presidencial
Além de ser evangélico, o próximo indicado ao STF tem que adotar uma rotina peculiar, avisou o presidente da República. Em tom descontraído, Bolsonaro afirma que o postulante à vaga do Supremo será alguém que “toma tubaína” com ele. Esse foi, segundo o próprio mandatário do país, um dos motivos que fizeram Nunes ficar com a cadeira a ser disponibilizada ainda este mês.
Anderson Scardoelli, Revista Oeste
