O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 5, que os Estados Unidos estão “mais fortes do que nunca” em seu discurso sobre o Estado da União. Ele afirmou que obteve nesses três últimos anos o “grande retorno dos EUA”, assumindo o crédito pelo sucesso econômico do país de olho nas eleições de novembro, quando concorre à reeleição.
“Em apenas três anos, esmagamos a mentalidade de um declínio americano e rejeitamos a redução do destino da América. Estamos seguindo para um caminho que era inimaginável pouco tempo atrás e nunca vamos recuar”, afirmou Trump, entre aplausos dos republicanos e os gritos de “mais quatro anos”.
“Se não tivéssemos revertido as políticas econômicas falidas do governo anterior, o mundo agora não estaria vendo este grande êxito econômico”, disse o presidente, criticando o governo de seu antecessor, Barack Obama, e provocando vaias de alguns democratas.
O discurso perante ambas as Câmaras do Congresso foi feito após Trump tornar-se o terceiro presidente na história dos EUA a enfrentar um processo de impeachment. Apesar de o julgamento político ainda não ter sido concluído no Senado, controlado por seu Partido Republicano, e apesar da divisão no país, o presidente destacou que os EUA estão melhores agora do que quatro anos atrás.
Ele usou a primeira parte de seu discurso para destacar o fortalecimento econômico dos EUA e a redução do desemprego. O crescimento econômico foi de 2,9% em 2019.
“Em oito anos do último governo, mais de 300 mil pessoas foram demitidas. Em apenas três anos do meu governo, 3,5 milhões de pessoas se juntaram à força de trabalho”, declarou o presidente. “Desde o instante que assumi o cargo, agi rapidamente para reviver a economia dos EUA – acabando com um número recorde de regulamentações que afetam os emprego, promulgando um histórico corte de taxas e lutando por acordos comerciais justos e recíprocos”, disse.
Em contraste com a importância que ele deu à economia, Trump passou quase por cima do comércio, um dos pilares de seu governo. "Prometi a nossos cidadãos que imporia tarifas à China para enfrentar o roubo maciço de empregos nos EUA. Nossa estratégia funcionou", proclamou. O presidente também falou sobre a substituição do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA ) da era Bill Clinton pelo T-MEC renegociado.
"Muitos políticos vieram e saíram, prometendo mudar ou substituir o NAFTA, mas no final não fizeram absolutamente nada. Mas, ao contrário de muitos outros que vieram antes de mim, mantenho minhas promessas", disse ele. “Prometi que imporia taxas à China para confrontar o roubo do trabalho americano. Nossa estratégia funcionou”, disse.
Outros países
Trump disse também que, no início do próximo ano, o muro da fronteira com o México terá mais de 800 quilômetros construídos.
"Já completamos mais de 165 quilômetros e haverá mais de 805 quilômetros no início do próximo ano", disse o presidente em seu principal projeto para combater a entrada de imigrantes em situação irregular na fronteira sul dos EUA.
Trump também falou sobre a América do Sul. O presidente disse que a "tirania" do governo de Nicolás Maduro na Venezuela será "esmagada". Presente no Capitólio, o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó foi homenageado por Trump.
Em seu discurso, Trump disse que "Maduro é um governante ilegítimo que brutaliza seu povo" e, em comunicado divulgado terça-feira, a Casa Branca enfatizou que o governo está pressionando sanções "devastadoras" contra Maduro.
Com AFP, EFE, Reuters, AP e O Estado de S.Paulo


