quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Bolsa a retomar os 104 mil pontos

O mercado financeiro teve mais um dia de alívio em meio à guerra comercial nesta quinta-feira (8). A China depreciou sua moeda menos do que o mercado esperava, o que aliviou temores de uma guerra cambial. Outro dado favorável foi a expansão de 3,3% das exportações chinesas em julho, bem acima das expectativas do mercado. 
As surpresas positivas levaram as principais Bolsas globais a fecharem em fortes altas. O Ibovespa acompanhou e teve alta de 1,3%, recuperando os 104 mil pontos, maior patamar desde 24 de julho. O dólar cedeu 1,25%, a R$ 3,927. 

Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da Bolsa de Valores de Sao Paulo
Mercados têm mais um dia de recuperação após tombos com guerra comercial 
Folhapress
Nesta quinta, uma semana após a intensificação da disputa comercial entre Estados Unidos e China, o banco central chinês definiu o ponto médio de sua moeda, em torno do qual ela pode ser negociada, em 7,0039 yuans por dólar. O mercado previa 7,0445 yuans por dólar.
Com um patamar menor do que o esperado, a moeda chinesa ganhou força frente ao dólar. A moeda americana foi a 7,0452 yuans, queda de 0,2% em relação à véspera.
As exportações da China cresceram 3,3% em julho, ritmo mais forte desde março, apesar da pressão comercial dos Estados Unidos. Analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam, em média, queda de 1% após o recuo de 1,3% em junho.
Já as importações permaneceram fracas e recuaram 5,6%. A queda foi menor do que a projeção de 9% e o recuo de 7,3% de junho.
Enquanto as exportações da China para os EUA continuaram a encolher em julho diante das tarifas, os embarques aumentaram para a Europa, Coreia do Sul, Taiwan e o Sudeste Asiático.
As exportações da China em julho para os EUA caíram 6,5% sobre o ano anterior, enquanto as importações despencaram 19,1%.
​Com o panorama melhor que o esperado, o índice CSI 300, que reúne as Bolsas chinesas de XAngai e Shenzhen, teve alta de 1,32%.
As Bolsas europeias também fecharam no azul. Londres subiu 1,2%, Paris, 2,3% e Frankfurt, 1,68%.
Nos Estados Unidos, Dow Jones subiu 1,4%, S&P 500, 1,9% e Nasdaq, 2,24%.
O dia positivo levou a Bolsa brasileira a subir 1,29%, a 104.110 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões, acima da média diária para o ano.
Este é o terceiro pregão positivo seguido do Ibovespa. O índice, inclusive, superou o patamar anterior a piora da guerra comercial. 
O petróleo também se recuperou, com alta de 2,% no preço do barril Brent, que foi a US$ 57,75. 
Já o minério de ferro seguiu em depreciação, com queda de 1,93%, a US$ 94,24.

Júlia Moura, Reuters