quarta-feira, 26 de junho de 2019

Nêumanne e o papelão do STF

,Durante sessão da Segunda Turma, Gilmal Mendes
e advogado de Lula fizeram tabelinhas precisas com 
objetivo de soltar Lula. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O Supremo mostrou no julgamento dos dois habeas corpus da defesa para tentar soltar Lula por que continua não merecendo o respeito e a confiança da sociedade brasileira, em nome de quem dá a última palavra sobre a atuação da Justiça mediando conflitos à luz da Constituição. 
Comprovando sua mediocridade resolveu tudo pela metade: manteve Lula preso, mas abriu a janela para que possa vir a soltá-lo depois das férias dos ministros. 
Gilmar tornou-se mero auxiliar da defesa do réu, tentando enrolar os colegas com a lorota de que o petista teria julgamento justo e, para tanto, precisava esperar o veredito solto. 
Contava com o voto decisivo do decano que manteve o ex preso por 3 a 2, mas já antecipou o voto no mérito, dizendo que pode votar diferente e oferecendo uma oportunidade para vir a ser considerado suspeito na votação final se forem seguidos à risca a Constituição, o estatuto do STF e a Lei Orgânica da Magistratura, por mais do que evidente quebra de decoro. 

O Estado de São Paulo