O “solta ou não solta Lula” – que terminou por negar, ontem, no STF, a liberdade ao ex-presidente – pouco influenciou o mercado de ações. O dia fechou em baixa por reflexo de acontecimentos externos.
A avaliação, segundo informações colhidas pela coluna, é que já está precificada no valor das ações a soltura do ex-presidente antes do fim do ano, bem como uma segunda prisão em consequência de outros processos a que o petista responde.
Não evento 2
A grande incógnita que circula entre os players financeiros é qual será o impacto de uma eventual libertação de Lula no sucesso da votação da reforma da Previdência.
Troca de foco
A rejeição dessa PEC, segundo conhecido banqueiro, “bagunçaria o coreto”. Como aconteceu com a delação de Joesley Batista contra Michel Temer, justamente quando todos tinham certeza de que a reforma previdenciária iria passar.
Day off?
Sérgio Moro desembarcou sábado nos EUA, visitou patrulha de fronteira no domingo e esteve no Centro de Inteligência de El Paso na segunda.
Lição de casa
Roberto Azevêdo leva para a reunião do G-20, no Japão, relatório apontando que nos últimos meses medidas restritivas ao comércio aplicadas pelas economias de integrantes do grupo foram 3,5 vezes maiores que as dos últimos sete anos.
O que deve desacelerar o crescimento do comércio mundial, diz o brasileiro presidente da OMC.
Lição 2
O mesmo estudo surpreende: no período o Brasil foi o país que mais adotou medidas para facilitar o comércio.
Sonia Racy, O Estado de São Paulo