segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Após exames, Bolsonaro deve ficar internado por mais uma semana

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Hospital Albert Einstein Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Hospital Albert Einstein Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro deve ficar, pelo menos, mais uma semana internado, segundo o porta-voz Otavio do Rêgo Barros. Ele só terá alta do Hospital Alberto Einstein após encerrar um tratamento com antibióticos que foi iniciado nesta segunda-feira.
Bolsonaro passou  no dia 28 por uma cirugia para a retirada a bolsa de colostomia implantada depois da facada que levou em setembro, durante atividade de campanha em Juiz de Fora (MG). A previsão inicial era que ele ficasse internado por dez dias. Se confirmada nova previsão, Bolsonaro completará 14 dias internado. 
- Obviamente que quarta-feira não será mais o dia de alta do presidente. Até porque ele entrou num estágio em que está sendo administrado antibióticos por, no mínimo, 7 dias. Se tivermos que a partir de hoje contarmos um prazo, ele não será antes de 7 dias, que é o tempo de ação dos antibióticos - afirmou o porta-voz.
De acordo com boletim médico, o presidente teve elevação da temperatura no domingo. Por outro lado, seu intestino voltou a funcionar.
- Apresentou ontem à noite elevação de temperatura e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi submetido à punção e permanece com dreno. Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral e com sonda nasogástrica. Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação - afirmou Rêgo Barros.
Apesar do prorrogação do prazo para alta do presidente, o porta-voz mostrou otimismo em relação ao estado geral de saúde.
-  O avião já está taxiando na pista. Os check lists estão sendo realizados pelos pilotos, de forma que, quando ele decolar, ou seja, sair do hospital, ele tenha condições de alçar voo cruzeiro por quatro anos.
De acordo com o boletim médico,  a temperatura corporal do presidente chegou a 37,3 °C. "Foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia.
Bolsonaro foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. "Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva. Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação. Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto", diz o comunicado.
COMO FOI FEITO O PROCEDIMENTO
Presidente passou por cirurgia para retirar a bolsa de colostomia
Passo a passo
2
1
Os cirurgiões colocam de volta para dentro do abdômen a parte do intestino que estava conectada à bolsa coletora de fezes.
É feito um corte no mesmo local da primeira cirurgia para abrir o abdômen.
Intestino
grosso
isolado
Intestino
delgado
Bolsa
Reto
3
As duas partes do intestino que estavam separadas são costuradas de volta e o abdômen é fechado.
Segundo médicos, esse tipo de cirurgia exige, no mínimo, duas semanas de recuperação
Silvia Amorim, O Globo