
O ex-assessor, que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro até outubro, movimentou cerca de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, segundo dados levantados pelo Coaf. O órgão apontou movimentações atípicas, como a ocorrência de fracionamento de saques e depósitos em dinheiro vivo. Boa parte dos pagamentos ocorreu no mesmo dia ou em datas próximas aos pagamentos dos servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Oito assessores ou ex-assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj transferiram recursos para Queiroz. Entre eles estão diversos familiares do policial da reserva: suas filhas Nathália e Evelyn Melo de Queiroz, além de sua atual mulher, Márcia Aguiar. Também integraram a equipe do deputado estadual a enteada de Queiroz, Evelyn Mayara Gerbatim, e o ex-marido de sua mulher, Márcio Gerbatim.
Queiroz era esperado na sede do MP nos dias 19 e 21 de dezembro por promotores do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim) da Procuradoria-Geral de Justiça. Na primeira data, a defesa do ex-assessor disse que ele teve uma “inesperada crise de sáude”, segundo o MP. Após a segunda falta, os advogados alegaram que Queiroz precisou ser internado para a “realização de um procedimento invasivo com anestesia” .