

Para procuradores brasileiros, ouvidos pelo GLOBO em agosto, a resistência do governo em autorizar a criação das equipes conjuntas – ainda hoje travadas nos escaninhos da gestão Temer – estava atrasando importantes investigações internacionais.
Antes de ser cotada para comandar o DRCI, Érika foi indicada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal para a diretoria-geral da PF, ainda durante a gestão do ex-diretor Leandro Daiello. O nome dela voltou a circular recentemente como um dos possíveis nomes para a diretoria-geral gestão Moro, dada a proximidade dela com o juiz. Mas esta hipótese teria sido descartada. O preferido do futuro ministro é o superintendente da PF no Paraná, Maurício Valeixo. Antes de aparecer na lista de candidatos a diretor-geral, Érika tinha como uma de suas metas o comando do DRCI.
A delegada tem longa experiência no setor. Ex-funcionária do Banco Central, Érika se destacou, desde o início da carreira na polícia, em investigações sobre crimes financeiros. Aliás, a Lava-Jato, batizada por ela com este nome, tem como origem investigação sobre a movimentação financeira de alguns doleiros, entre eles Alberto Youssef. A indicação da delegada para o DRCI é dada como certa por colegas da Lava-Jato. O ex-superintendente da PF no Paraná Rosalvo Franco Ferreira, ex-chefe de Érika, também almoçou com Moro. Delegado aposentado, ele deve assessorar Moro no Ministério da Justiça.