terça-feira, 4 de setembro de 2018

Após decisão da Justiça, Gleisi, 'a amante do Petrolão', e tesoureiro do covil do PT são impedidos de visitar Lula, chefe da quadrilha, no xilindró

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o tesoureiro do partido, Emidio de Souza, foram proibidos de entrar, nesta terça-feira, 3, na sala onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.  O único político autorizado a entrar foi o candidato a vice e possível sucessor de Lula,Fernando Haddad, constituído como integrante da defesa do ex-presidente, junto com outros advogados. 
Gleisi e Emidio também foram nomeados para integrar a defesa de Lula mas na semana passada a juíza da 12a Vara Criminal de Curitiba, Carolina Lebbos, proibiu a senadora de atuar como advogada do ex-presidente atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann
Foi a primeira visita de Haddad a Lula depois do julgamento que impugnou
a candidatura do ex-presidente. Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer
Gleisi reagiu à proibição comparando a decisão da juíza à ditadura militar. A assessoria de imprensa da senadora foi procurada mas até agora não respondeu os contatos. 
Emídio foi subscrito como advogado de defesa por Gleisi e pos isso também foi barrado. O tesoureiro deve ser reincorporado à equipe de advogados de Lula por meio do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão.
Com Gleisi barrada, Haddad passou a concentrar todas as informações sobre as posições e orientações políticas de Lula depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter indeferido o registro de candidatura do petista.

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo