
De acordo com o documento, o Tesouro conseguiu recuperar R$ 91,55 milhões (82,9%) do valor pago por meio da execução de contragarantias previstas nos contratos. Foram retidos repasses que esses entes tinham a receber de ICMS, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outros tributos por meio dos fundos de participação.
No relatório, o Tesouro informa que ainda tem um saldo de R$ 388,9 milhões a recuperar relativo a 2016. Isso porque o Rio recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a execução de contragarantias em empréstimos não pagos pelo estado. O estado alegou que estava em situação de calamidade financeira e que o bloqueio de repasses no fundo de participação iria prejudicar o pagamento de salários dos servidores. A presidente da Corte, ministra Carmen Lúcia, concedeu uma liminar favorecendo o estado que ainda está em vigor.
Em 2016, a União honrou dívidas referentes a contratos de responsabilidade de estados e municípios no montante de R$ 2,37 bilhões. Também neste caso, a maior parte do valor (R$ 2,227 bilhões) se referiu a atrasos do governo fluminense.