quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Temer cogita reforma ministerial para repactuar relação com Congresso


O presidente Michel Temer - Jorge William / Agência O Globo / 7-12-2016



A Secretaria de Governo está vaga há três semanas, desde a demissão de Geddel Vieira Lima. A indicação do deputado Antônio Imbassahy (BA) para a sucessão, na semana passada, gerou reclamações do "centrão", que teme ser prejudicado na eleição para a presidência da Câmara. O grupo conseguiu suspender a indicação do tucano e levou Temer a pensar em fazer modificações no Ministério de forma a ampliar e ajustar os espaços dos aliados no governo.

No Planalto, há um debate quanto ao melhor momento para fazer as mudanças: se durante o recesso, a partir da semana que vem; ou se em fevereiro, depois da eleição à Presidência da Câmara, disputa considerada pelo governo mais sensível do que no Senado, onde o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), não deverá enfrentar dificuldades.

Mesmo querendo se manter distante da disputa entre os deputados, evocando o mantra da autonomia e independência dos Poderes, o Planalto não quer correr riscos. Além de querer agilizar a Reforma da Previdência, que está na Casa, há temor de que um parlamentar menos alinhado ao governo dificulte a vida de Temer.

Outra pasta que pode passar por mudança é o Planejamento. Dyogo Oliveira é interino há quase sete meses, desde que o senador Romero Jucá pediu demissão do cargo. O Planalto também avalia alternativas que tenham melhor trânsito na base aliada para Saúde e Trabalho, cujos chefes - Ricardo Barros, do PP, e Ronaldo Nogueira, do PTB, respectivamente - são do "centrão". O líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, é um dos cotados para assumir em um novo desenho ministerial.