quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Ex-presidiário Lula libera R$200 milhões para titulares da CPMI criada para investigar roubo no INSS - Corrupção descarada
Quadrilha de Lula opera abertamente - (Foto: Geraldo Magela/Ag. Senado)
O governo Lula liberou o pagamento de mais de R$200 milhões em emendas parlamentares para deputados e senadores que são titulares da CPI Mista criada para investigar a bandalheira contra aposentados do INSS. Todo esse dinheiro foi liberado no mês em que a investigação foi instalada no Congresso. O levantamento exclusivo considera o que foi de fato pago, quando o fornecedor ou prestador de serviço recebeu efetivamente o dinheiro, ou o valor da emenda tido como “empenhado”.
O empenho equivale a um cheque ainda a ser descontado, mas serve para políticos terem o que mostrar aos aliados na base eleitoral.
Emendas pagas, entre 1 e 22 de agosto, mais recente atualização, passa dos R$113,7 milhões. As empenhadas superam R$90,8 milhões.
Coronel Fernanda (PL-MT), proponente da CPMI, é caso raro no grupo: nada recebeu ou foi empenhado para a deputada em agosto.
O governo pagou R$18,1 milhões à tropa do PDT de Carlos Lupi, que caiu da Previdência no escândalo, com três parlamentares na CPMI.
Diário do Poder
terça-feira, 26 de agosto de 2025
Com Lupi & cia, veja lista de convocados para a CPMI do Roubo do INSS
Ao todo, 17 autoridades foram convocadas
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do roubo do INSS aprovou nesta terça-feira (26), uma série de convocações para esclarecer as denúncias de descontos fraudulentos em aposentadorias.
Os parlamentares convocaram 17 autoridades, incluindo o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, que deixou o cargo no dia 2 de maio deste ano, após a série de escâdalos em torno do roubos de aposentados.
Veja quem são as autoridades convocadas:
- Carlos Roberto Lupi — ex-ministro da Previdência Social;
- Carlos Eduardo Gabas — ex-ministro da Previdência Social;
- José Carlos Oliveira (Ahmed Mohamad Oliveira Andrade) — ex-ministro do Trabalho e Previdência;
- Marcelo Abi-Ramia Caetano — ex-secretário de Previdência do Ministério da Fazenda;
- Lindolfo Neto de Oliveira Sales — ex-presidente do INSS;
- Renato Rodrigues Vieira — ex-presidente do INSS;
- Leonardo José Rolim Guimarães — ex-presidente do INSS;
- Alessandro Antonio Stefanutto — ex-presidente do INSS;
- Elisete Berchiol da Silva Iwai — ex-presidente do INSS;
- Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano — ex-presidente do INSS;
- Glauco André Fonseca Wamburg — ex-presidente do INSS;
- Leonardo de Melo Gadelha — ex-presidente do INSS;
- Edison Antônio Costa Britto Garcia — ex-presidente do INSS;
- Francisco Paulo Soares Lopes — ex-presidente do INSS;
- Eliane Viegas Mota — diretora de Auditoria de Previdência e Benefícios da CGU;
- Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi — delegado da Polícia Federal;
- Patrícia Bettin Chaves — coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU);
- Eli Cohen — advogado responsável pelas investigações particulares iniciais que culminaram na deflagração da Operação Sem Desconto.
O colegiado aprovou ainda, diversos pedidos de informação e acesso a documentos, com o objetivo de aprofundar as investigações. Entre eles estão:
- Controladoria-Geral da União — acesso a documentos e auditorias sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, com foco na Operação Sem Desconto;
- Polícia Federal — acesso aos autos da Operação Sem Desconto;
- Supremo Tribunal Federal — informações sobre inquéritos e ADPFs relativas a descontos ilegais e ressarcimento das vítimas;
- DPU — acesso a procedimentos envolvendo descontos indevidos;
- TCU — relatórios de auditoria e fiscalizações;
- INSS e Ministério da Previdência — processos administrativos e sindicâncias instaurados desde 2015;
- Conselho Nacional de Previdência Social — atas e documentos de reuniões sobre gestão de descontos;
- Procuradoria-Geral da República — autos de inquéritos e procedimentos relacionados às fraudes.
Diário do Poder