terça-feira, 1 de setembro de 2026

TSE agora até decreta pena de morte de candidato

 

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Foto: redes sociais.


A um mês da eleição, o ministro Dias Toffoli usou atraso na listagem de perfis para decretar a morte da candidatura de Renan Santos (Missão). O jovem que liderou quatro manifestações contra Toffoli e Alexandre de Moraes no STF, em razão do escândalo Vorcaro/Banco Master, não foi vítima de cassação formal, mas de algo mais eficiente: a morte política. Sem postar, sem produzir conteúdo, sem debates, sem sabatinas e sem verba, o candidato deixa de existir. A campanha de Lula (PT) exultou.

Silêncio como punição

Com o “fuzilamento” do candidato, na prática, a Justiça Eleitoral deixou de regular propaganda e passou a decidir quem pode ser ouvido.

TSE decide quem fala

Eleição livre não se mede só pela urna confiável. O eleitor pode não escolher mais quem acha melhor e sim entre os que o TSE deixa falar.

Uma corte que se acha

Após desequilibrar a disputa em 2022, o TSE acumulou superpoderes, legisla e julga. Agora neutraliza candidato enquanto o calendário corre.




Diário do Poder

Dona da empresa de pesquisa eleitoral Nexus faturou R$296 milhões no governo Lula

 



Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert


A FSB, holding que tem diversas empresas de comunicação sob seu guarda-chuva, como a empresas de pesquisa Nexus, mantém vultosos contratos com o governo petista e recebeu, desde 2023 e até agora mais de R$296,5 milhões. A Nexus divulgou ontem mais uma pesquisa eleitoral (BR-08900/2026) com Lula (PT) liderando em todos os cenários. Os pagamentos milionários têm origem em ministérios e na Secom, espécie de “ministério da propaganda”, de onde recebeu R$85,8 milhões.

Mina de ouro

Outra mina de ouro da FSB é o Ministério da Saúde, que pagou à empresa mais de R$38 milhões, conforme o Portal da Transparência.

Caixa forte

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDC) também tem contrato com a FSB: no total, R$31,7 milhões.

Quase uma mãe

Além de pagamentos recebidos diretamente da Presidência da República e ministérios, o grupo tem contratos com outros órgãos federais.

Espaço aberto

A coluna tentou obter esclarecimentos da FSB, mas nada foi dito até fecharmos a edição. O espaço segue aberto.


Diário do Poder