sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um feito de Temer: barrar Jornal Nacional pela 1ª vez na história. 'Vênus platinada' humilhada

Jornal Nacional
Os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos, no cenário do Jornal Nacional (Divulgação/TV Globo)

Veja

Emissora, que exibiu votação de denúncia contra o presidente na Câmara, diz que programa jornalístico nunca deixara de ser exibido desde a estreia, em 1969



O presidente Michel Temer (PMDB) teve o que comemorar com a vitória – embora por placar mais magro do que gostaria – obtida na Câmara na quarta-feira, quando conseguiu barrar a denúncia contra ele por corrupção passiva feita pela Procuradoria-Geral da República e, assim, permanecer no cargo.
Mas ele pode “comemorar” também outro feito obtido no dia: conseguiu tirar  o Jornal Nacional, da TV Globo, do ar pela primeira vez em sua história quase cinquentenária – foi exibido pela primeira vez no dia 1º de setembro de 1969. Antes, já havia ocorrido de o programa começar mais tarde ou mais cedo que o horário habitual e até mesmo ser encurtado em razão de acontecimentos excepcionais, mas nunca deixou de ser transmitido.
Para transmitir ao vivo a votação, a emissora deixou de exibir o seu principal programa jornalístico e a novela das 21 horas, A Força do Querer, além de atrasar o início das transmissões dos jogos da rodada do Campeonato Brasileiro – no caso de São Paulo, o jogo Botafogo x Palmeiras começou a ser exibido já com dez minutos de bola rolando.
Durante a votação, a apresentadora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos, anunciou que o jornalístico não seria exibido. Minutos depois, já depois das 21 horas, quando começaria a novela de Gloria Perez, a jornalista voltou a falar, afirmando que o canal também não transmitiria o folhetim.
O canal já deixou de exibir a novela das 21 horas antes – em 2016, para transmitir a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Velho Chico não foi ao ar.

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