sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O furacão Doria

O furacão Doria
SOBREVIVENTE DESIGNADO Doria, segundo as mais recentes pesquisas, é o principal nome capaz de bater Lula nas urnas

Maior revelação da política brasileira dos últimos tempos, o prefeito de São Paulo deixa para trás os velhos hábitos do poder, foca na gestão de resultados, passa a ser reverenciado dentro e fora do Brasil e se consolida como o anti-Lula. Sua trajetória ascendente nos índices de preferência do eleitorado o credencia a qualquer coisa em 2018


Carlos José Marques e Germano Oliveira - IstoE


Aconteceu de novo há alguns dias. João Doria, o político sensação dos últimos tempos, percorreu a passos milimétricos o longo circuito de embarque do aeroporto de São Paulo para mais uma viagem internacional. Desta vez à China, onde estaria com financistas, dirigentes estatais, prefeitos de províncias como Xangai (também conhecida como Shanghai) e empresários. Cena inusual: o alcaide de São Paulo teve que parar a cada pequeno avanço, tamanho o número de cumprimentos a que era submetido. Vários ali queriam parabenizá-lo, rogar seu nome a candidato presidencial, incentivá-lo à disputa. A cena se repetiu no avião. Na escala em Dubai. E mesmo do outro lado do mundo, em terras orientais, nas quais foi recebido com tapete vermelho e faixas de boas vindas, tal qual um chefe de Estado. Desde que assumiu, com rotineira frequência, Doria é ovacionado por onde passa, enquanto seus pares ouvem apupos. Tiram selfies com ele, o beijam, o abraçam. Doria foi convertido em um verdadeiro avatar da sorte na administração pública, um pop-star da política, ramo de atuação que anda mais em baixa que o de ladrão de galinhas. Aos olhos dos brasileiros ele tem se diferenciado por exibir um novo jeito de governar – mais em sintonia com os anseios de moralidade, eficiência e seriedade almejados pela população nos dias de hoje. Em poucos meses de mandato na prefeitura da maior cidade brasileira, Doria virou o jogo. Coleciona epítetos de bom gestor, reconhecimentos, apoios. Segue, como nenhum outro, em alta para as eleições de 2018. Em todas as pesquisas é apontado como o de menor rejeição. Uma espécie de sobrevivente designado em um ambiente infestado de candidatos corruptos, parlamentares encrencados e líderes metidos em esquemas escabrosos. Dentro do próprio ninho tucano peessedebistas de carteirinha admitem não ter como frear a onda Doria.
E seria de fato um tremendo erro. O empresário-apresentador, que entrou no Executivo pela porta da frente e projetou-se como um outsider das corriolas fisiológicas, transformou-se numa alternativa viável fora das velhas e desgastadas panelas de conchavos dos políticos de sempre. Seus potenciais adversários dentro do PSDB, o senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin e o ex-ministro José Serra foram ou estão sendo abatidos a golpes de escândalos, que vão de desvios em obras do metrô do Estado a participação nas tramoias da Lava Jato. Alckmin, criador da criatura, viu seu pupilo ir muito além dele na preferência popular – embora tenha tido seu nome testado em escrutínio presidencial, com propaganda nacional intensa para se eleger. Sem sucesso. Doria hoje, antes de entrar em campo, já se posiciona à frente de Aécio e Alckmin nas pesquisas e só uma disposição insana de repetir propostas do passado levaria a esquadra tucana a desconsiderar esse cenário. Analistas e cientistas políticos concordam sobre o diagnóstico: as ambições de cada um no PSDB não podem – ou não deveriam – se sobrepor às chances efetivas de levar a disputa de 2018 com um candidato que mostrou grande poder de convencimento nas urnas e que galgou prestígio de maneira acelerada em vários segmentos. “Se Doria chegar no começo do ano que vem com 20% e Alckmin se mantiver nos atuais 7%, quero ver quem no partido vai escolher o governador”, diz um dirigente tucano. Nesse contexto, seria na verdade um ato de grandeza política do governador paulista o recuo de suas pretensões, cedendo espaço e abençoando a ascensão do apadrinhado. A data para o gesto, inclusive, já está definida. Em conversa na última semana, o senador Tasso Jereissati (CE) acertou com Alckmin que o presidenciável do PSDB será escolhido até o mês de dezembro. Tudo converge para Doria. Em evento com empresários na quinta-feira 3 em Curitiba, o prefeito de São Paulo foi paparicado como se já fosse o candidato a presidente do partido.
O pop star
Nas principais capitais por onde passa, Doria é tratado como celebridade
Refundação
Os arquirrivais Aécio e Serra aquiesceram e sinalizam simpatia pela escolha do novo fenômeno como a melhor opção. Tudo em prol de um projeto ideológico e do partido, que teve sua imagem amarrotada e hoje é considerado tão permissível a falcatruas como os demais. Para o PSDB, que agora tem Doria como estrela fulgurante, é vital a retomada do poder para recuperar o prestígio que deixou escapar entre os dedos, de maneira seguida, nas quatro últimas eleições presidenciais. Em carta divulgada na última semana, economistas ligados ao PSDB, como Edmar Bacha, Gustavo Franco e Elena Landau, clamaram por uma espécie de “refundação do partido”. Se a ideia é retomar os princípios que levaram à criação da legenda, hoje quem melhor os personifica é Doria, na avaliação de tucanos emplumados. “Alckmin, Aécio ou Serra perderam o discurso da ética. Só vai ganhar quem não estiver envolvido nessas confusões”, concorda a diretora do Ibope, Márcia Cavallari.
Na oposição um pacto destinado a poupar Alckmin de ataques, fechando temporariamente os olhos às denúncias que o cercam, foi acertado. A avaliação predominante entre os quadros do PT, PSOL, Rede e agregados é que Alckmin constitui uma opção mais fácil de ser abatida, uma vez que ele estaria tão comprometido quanto os demais em acusações de irregularidade, o que lhe tira o discurso da ética. Doria, por sua vez, não possui telhado de vidro nessa seara e é temido por declarações belicosas e de indignação que lança contra os malfeitos de seus rivais. Em uma reunião recente da cúpula petista, a trégua de ataques ao nome Alckmin e o temor sobre a ameaça Doria foram discutidas. Ali ficou acertada a estratégia: blindar o primeiro e desacreditar o segundo.
Por declarações, atitudes e resultados, Doria já se converteu, na essência e na prática, no anti-Lula. Representa a figura que se opõe a todos os equívocos e hábitos abomináveis de administração que deitaram raízes no País, especialmente na era de mando do cacique petista. Moldou um conceito de atuação e discurso com foco em Lula, como adversário preferencial, praticamente quebrando paradigmas. “Eu sou o anti-Lula por formação. E para isso não preciso ser candidato em 2018. Ser contra Lula é ser a favor do Brasil”, disse João Doria à ISTOÉ, em seu gabinete na prefeitura de São Paulo. Até então, boa parte da classe política evitava confrontar aquele que era tido como mito entre seus pares. Ninguém ousava lançar farpas sobre ele. Doria, ao contrário, não se intimidou. Desde os seus primeiros movimentos, ainda em campanha, chamava Lula de “vagabundo”.
Apontava o dedo o acusando de ter destruído o País. Alertou, em várias ocasiões, para as manobras matreiras e nada republicanas do líder petista. Quando recebeu de Lula o troco, com a alegação de nunca ter trabalhado, Doria não se fez de rogado. Voltou à ofensiva. Mostrou a carteira de trabalho com vários registros e ainda tachou o rival de “covarde” e “mentiroso”. “O Lula trabalhou oito anos na vida e tem aposentadoria, tríplex, fazendinha, sitiozinho e é por isso que cada vez que vejo esse sem vergonha falar mentira na televisão eu ponho mais uma hora de trabalho e dedico a ele”.
O tom ácido de suas falas muitas vezes vem acompanhado de fina ironia. “Curitiba é aprazível. Os petistas sabem disso. Frequentam com constância e alguns estabeleceram endereço fixo por lá”, tripudiou em certa ocasião, fazendo referência aos presos da Lava Jato. Disse, inclusive, que visitaria Lula em Curitiba. Sobre os resultados alcançados pelo governo petista, Doria fez troça: “Durante os 13 anos de Lula e Dilma, eles só conseguiram fazer duas reformas: a do tríplex e a do sítio de Atibaia”. Por convicção ou faro político, Doria acertou em cheio no seu alvo. Ele não anseia a prisão de Lula. Quer derrotá-lo nas urnas. Diz que não se trata de benevolência, mas de pragmatismo. No seu entender, Lula precisa ser julgado primeiro pelo povo para depois sofrer as condenações da Justiça. Do contrário vira vítima e vai tentar mobilizar a sociedade com a velha ladainha do golpe. É munido de sarcasmo que Doria apela: “deixem Lula concorrer e ser derrotado. É assim que ele tem de entrar para a historia”. Na sua metralhadora giratória, não poupa ninguém. Outro dia foi o ex-ministro, Ciro Gomes, do PDT, também presidenciável, quem experimentou o poder de sua ira. Ao ser chamado de “farsante” respondeu dizendo que o cearense estava com a saúde mental abalada. Nenhum ataque fica sem revide. Outro dia, durante discurso em um quase comício, ouviu um manifestante chamá-lo de “golpista”. Indignado, mandou o rapaz procurar a turma em Curitiba. “Golpista é quem rouba como os petistas”, esbravejou.
A virulência de seus rompantes agrada e mobiliza adeptos. Doria consegue, com essa postura, verbalizar muito da indignação que prevalece entre os brasileiros. Daí, talvez, ele galvanizar as atenções de hordas de eleitores nas mais recônditas localidades do País. Já entrou para os anais as condecorações, comendas e chaves como Cidadão Honorário que recebeu de ao menos oito capitais ao longo deste ano, mostrando que sua popularidade ultrapassou em muito as cercanias paulistas. Nesta segunda-feira 7, inclusive, o tucano receberá o título em Salvador e, no próximo dia 18, em Fortaleza. Enquanto perdura a crise, Doria vai angariando projeção nacional na base da eficiência. Seu conceito de “prefeitar” virou “benchmarking”. Na prática, muitos políticos aspirantes ao poder, em qualquer nível, passaram a mirar o modelo Doria, a copiar seu estilo e a colar na sua imagem. Estão indo às ruas de pá e enxada para mostrar serviço, incorporaram a ideia da privatização em escala e do saneamento nas contas públicas. Mandam mensagens e telefonam de várias partes do País. Querem entender a fórmula. No gabinete do prefeito, diariamente, são registradas solicitações de dicas e informações vindas de municípios do Amapá, Piauí, Pará, Rondônia, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná, em grande quantidade.
As referências
Desde criança, Doria acompanhava o pai João Doria (ao lado) em seu local de trabalho, uma agência de publicidade. A convivência dos dois precisou ser interrompida por quase dez anos porque o pai, então deputado federal, foi forçado a se exilar em Paris em razão do golpe militar no Brasil, contra o qual se rebelou. O pai morreu em 2000. Outra inspiração para Doria foi o ex-governador Mário Covas, falecido em 2001. Covas é seu modelo de político honesto e trabalhador. Em baixo e à esquerda, Doria e a família
As mil faces de Doria
Aos finais de semana, Doria se veste de gari e ajuda na limpeza do programa Cidade Linda. Também visita hospitais e participa de operações de recuperação de calçadas
O entorno mais próximo do prefeito também está empolgado com o seu modo de comandar. “Os vereadores, por exemplo, estão contagiados”, diz a parlamentar Rute Costa, do PSD. “Seguir ele pega bem”, endossa o peemedebista Ricardo Nunes. O empresário Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, a segunda maior rede de moda do País, acha que a candidatura de João Doria a presidente em 2018 seria não apenas “muito plausível” como representaria “a melhor coisa que poderia acontecer ao Brasil”. Doria parece ser de fato uma figura capaz de arrebatar ânimos. Em várias frentes. Inclusive na religiosa. Católicos, espíritas, umbandistas e, em número significativo, evangélicos. Quatro grandes líderes do segmento já declinaram apoio a ele. Pastores como Silas Malafaia e Valdemiro Santiago apontaram o tucano como a solução para o País. “Faria um bem danado a nós”, afirma Malafaia. “Tiro o chapéu de vaqueiro (sua marca registrada) para o católico Doria. Ele é exatamente o que o Brasil e o mundo precisam”, reforçou Santiago, meses atrás, durante ato da Igreja Mundial do Poder de Deus, enquanto as câmeras de TV da congregação enquadravam fiéis às lágrimas gritando aleluia. “Fui o primeiro a profetizar que ele seria prefeito e, se fizesse uma boa administração, teria tudo para ser presidente dessa Nação”, reivindica Ezequiel Pires, líder da Catedral da Bênção.
Por pragmatismo, Doria não torce pela prisão de Lula. O tucano quer enfrentá-lo nas urnas em 2018
Lei do silêncio
Hábil articulista, no plano da promoção pessoal Doria se coloca como o “novo” contra os velhos personagens de sempre. No tabuleiro de adversários potenciais, os concorrentes à alternativa Doria seriam na verdade outsiders como ele que ainda não apresentaram as cartas. Nomes como o do ministro Henrique Meirelles, o do presidente do TSE, Gilmar Mendes, e de seu colega de magistrado, Joaquim Barbosa, estão no páreo. Há uma contradição latente entre o desejo mal velado de concorrer e a necessidade que Doria expõe como vital de ser bem aceito por quem, como ele, postula a vaga no partido. A avalanche de preferência que se coloca a seu favor curiosamente o assustou. Ele teme melindrar a relação com aliados e recentemente determinou uma espécie de lei de silêncio sobre 2018. Defende-se dizendo que não faz proselitismo. “Tenho que prefeitar”, esquiva-se. Sabe que a fogueira das vaidades nesse ambiente pode ser um veneno mortal e por precaução adotou a tática da defesa. As circunstâncias, evidentemente, são favoráveis ao seu nome. Doria é um candidato pret à Porter, feito sob medida, para essa eleição. Deixou de ser um enigma e se preparou arduamente para a façanha do grande enfrentamento contra Lula.
É instigante verificar como ele veio erigindo, paulatinamente, a trajetória de arrancada. Criado e curtido em um ambiente político, onde seu pai, João Agripino da Costa Doria, foi cassado e viveu exilado por obra e repressão do regime militar, o jovem Doria mirou desde cedo a atividade pública como meta. Encaminhado pelas mãos do ex-governador Mario Covas, virou presidente da Paulistur e a seguir da Embratur. Seu sonho sempre foi resgatar a missão do pai, bruscamente interrompida, mas primeiramente amealhou sucesso na iniciativa privada, onde se firmou como grande aglutinador de relacionamentos empresariais. Criou o LIDE, com mais de três mil associados, que promove seminários e eventos arrastando participantes renomados de vários setores. Ganhou muito dinheiro, mas nunca abandonou a ambição da carreira política, tida por ele quase como uma sina. Impassível e tenaz, mesmo diante dos apelos de familiares e amigos para desistir do objetivo, seguiu em frente e entrou com o pé direito, viabilizando-se por conta própria para a prefeitura, sem escala no Legislativo.
Hoje, a despeito da sua própria ação, o nome dele tem circulado cada vez com mais força, de boca em boca, entre simpatizantes. O instinto de sobrevivência do PSDB falará mais alto ao final. Só não pode demorar na definição da linha a ser traçada para não ficar a reboque dos demais – especialmente da oposição. Recentemente, a repercussão sobre a propaganda partidária do PSDB, na qual os caciques falavam em renovação, não foi das melhores. Sem mostrar caras novas – nem Doria apareceu – ela teria deixado no ar dúvidas sobre o real engajamento dos comandantes nessa direção. Certamente não irão adiantar promessas que não venham acompanhadas de uma opção autenticamente fora das velhas saídas. Alckmin ainda acredita piamente que a sua candidatura tem fôlego. Movimenta-se nos bastidores para manter a postulação à Presidência.
Doria, por sua vez, avisou que não irá disputar prévias. Ele teria de ser ungido por preferência da maioria, com indicação direta da agremiação, ou nada feito. Uma posição bem distinta da que tomou quando concorreu à prefeitura. Naquele momento encarou uma queda-de-braço com figurinhas carimbadas do partido e foi escolhido. Saiu a seguir vitorioso ao romper o cinturão vermelho dos petistas nas localidades menos favorecidas enquanto arrebanhava, ao mesmo tempo, a quase totalidade dos votos nas classes A e B. Cravou um feito levando pela primeira vez na história a eleição na capital paulista em primeiro turno.
Nos salões internacionais suas conquistas têm sido tão ou mais reverenciadas. Em maio passado, as vésperas de pipocar o escândalo que devastaria quase toda a classe política – com a delação tsunâmica do empresário Joesley Batista – Doria recebeu a distinção de “Homem do Ano”, em Nova York, concedida pela Câmara de Comércio Brasil/EUA. Em meio ao evento, o creme de la crème da classe produtiva nacional e figuras de proa do mundo dos negócios globais. Nos elegantes salões da Big Apple, a plateia saudou o prefeito em êxtase. Bill Rhodes, ex-presidente do Citibank e ex-secretário de economia dos EUA, disse que Doria trouxe novos ares ao Brasil. O ex-prefeito de NY, Michael Bloomberg, o classificou como “referência”. Outro de seus admiradores, o ex-governador da Califórnia e ator hollywoodiano, Arnold Schwarzenegger, fez questão de vir a São Paulo cumprimentá-lo pessoalmente com um “hello, mr. President”.
O fato é que, em meio à crise, esse aspirante ao Planalto tem ganho muita projeção nacional e internacional. Participa das grandes decisões sobre os rumos do País. Posicionou-se contra o desembarque tucano da nau de Temer, defendeu as reformas, reclamou dos juros altos. Desde a eclosão do escândalo da JBS, Doria participou de mais de 20 encontros nacionais. Enfrentou os chamados “cabeças-pretas” do PSDB, jovens radicais que pregavam o rompimento puro e simples com o governo, sem plano alternativo. Abriu guerra às drogas, desfazendo o circuito da Cracolândia no centro da cidade, debaixo de críticas e desconfiança dos especialistas. Inventou o Corujão da Saúde – talvez o seu projeto mais bem sucedido. Conquistou doações do setor privado. Também com tudo isso reforçou a simpatia e a torcida dos seus eleitores. Doria sabe onde pisa e a postura de confiança tem lhe aberto portas. O resultado de suas investidas o credencia a qualquer coisa. A viabilidade de sua candidatura a Brasília por certo não depende nem mesmo de sua filiação partidária. “O apoio a Doria está sendo organizado além das fronteiras do partido”, disse um deputado vinculado ao grupo de Serra. Ele encontra legenda e entusiasmo ao seu nome inclusive entre peemedebistas, democratas e outras grandes agremiações. Doria soube entender os anseios sociais, captou o Zeitgeist – termo alemão usado para designar o “espírito do tempo”, e quem levantar seu nome deve sair com vantagem em 2018.


Dando as cartas 
João Doria tem participado ativamente das reuniões da cúpula do PSDB. Em São Paulo, se reúne com moradores para tratar dos problemas da Cracolândia
Humberto Eduardo
Suamy Beydoun/AGIF/Folhapress

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