sexta-feira, 9 de junho de 2017

Polícia Federal faz operação na JBS, protegida da organização do Lula, para investigar uso de informação privilegiada na compra de dólar


Sede da JBS na cidade de Jundiaí, em São Paulo. Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Sede da JBS na cidade de Jundiaí, em São Paulo. Foto: Paulo Whitaker/Reuters Foto: PAULO WHITAKER / REUTERS

Gabriela Valente - O Globo

Numa ação coordenada com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira mais uma operação contra a JBS. Desta vez, a ação foi batizada de “Tendão de Aquiles” e visa apurar se houve uso indevido de informações privilegiadas por parte das empresas JBS e FB Participações em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril e maio de 2017.
Os agentes cumprem três mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo e quatro mandados de condução coercitiva, expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
O inquérito policial foi instaurado um dia após O GLOBO publicar o teor do encontro de conversa enter o presidente Michel Temer e o dono da JBS Joesley Batista. No dia 19 de maio, houve a instauração de cinco processos administrativos para apuração desses fatos.
A investigação desta sexta-feira apura dois eventos: a venda de ações de emissão da JBS na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações em abril, em período concomitante ao programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017 e a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de futuros e a termo de dólar no mercado de balcão, entre o fim de abril e meados de maio de 2017.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que essas operações ocorreram com o uso de informações privilegiadas, gerando vantagens indevidas no mercado de capitais num contexto em quase todos os investidores tiveram prejuízos financeiros.

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