quarta-feira, 21 de junho de 2017

Joesley da JBS depõe à Polícia Federal sobre BNDES e fundos de pensão, onde a organização criminosa do Lula meteu a mão

Fabio Serapião - O Estado de São Paulo




Joesley Batista. FOTO: AYRTON VIGNOLA/ESTADÃO

A Bullish investiga irregularidades em empréstimos de R$ 8,1 bilhões

 do BNDES para a JBS. A Greenfield mira aportes dos fundos de 

pensão em grandes empresas, entre elas, a Eldorado Celulose, 

do grupo J&F.


O empresário Joesley Batista presta depoimento na manhã desta quarta-feira, 21, no âmbito da operação Bullish e com a presença de investigadores de outra operação, a Greenfield. A Bullish investiga irregularidades em empréstimos de R$ 8,1 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a JBS. A Greenfield mira aportes dos fundos de pensão em grandes empresas, entre elas, a Eldorado Celulose, do grupo J&F.
O depoimento foi tomado na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. O empresário fala no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai discutir a homologação do acordo de colaboração dos executivos do grupo J&F. Um dos temas a ser julgado é a imunidade concedida a Joesley.
Em sua delação, Joesley afirmou o investimento de R$ 550 milhões dos fundos Petros e Funcef na Eldorado Celulose renderam pagamento de propina de 1% para os dirigentes dos fundos e outros 1% para o Partido dos Trabalhadores, recebidos pelo então tesoureiro João Vaccari. Os valores eram creditados, segundo o delator, na conta corrente que mantinha com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Sobre os crimes apurados na Bullish, Joesley afirmou em delação que o ex-ministro Guido Mantega era seu interlocutor para os assuntos do BNDES. Ainda segundo o delator, a propina era pagar para agilizar o trâmite das negociações e liberações de valores.
Embora aponte os pagamentos indevidos no caso dos fundos de pensão e no BNDES, o empresário não assumiu possíveis crimes envolvendo as análises financeiras utilizadas para embasar os aporte dos fundos e as análises de auditorias independentes no caso dos empréstimos do banco estatal. As duas investigações, além da corrupção, investigam possíveis irregularidades praticadas ao longo dos processos internos para liberação dos valores.


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