quarta-feira, 21 de junho de 2017

Doria nomeia ex-ministro de Lula, o corrupto, para cargo em empresa municipal

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com então Ministro da Fazenda, Luiz Fernando Furlan, durante solenidade de abertura da Feicon (Feira Internacional da Indústria da Construção), no pavilhão de exposições do Anhembi
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan (Caio Guatelli/Folhapress)

Veja

Luiz Fernando Furlan comandou o Ministério do Desenvolvimento na gestão petista entre 2003 e 2007 e foi testemunha de defesa do ex-presidente na Lava Jato


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem se especializado em fazer críticas quase diárias ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a quem chamou nesta semana de “o maior sem-vergonha do Brasil” -, vai conviver no governo municipal com alguém que tem opinião bem diferente sobre o petista.
Ele nomeou o empresário Luiz Fernando Furlan, ligado à Sadia, para presidir o Conselho Deliberativo da SP Negócios, órgão ligado à prefeitura. Além de presidente do Lide (entidade empresarial fundada por Doria), Furlan foi ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de Lula entre 2003 e 2007.
Sua relação com o petista é tão boa que ele foi arrolado por Lula como testemunha de defesa no processo  da Operação Lava Jato conduzido pelo juiz Sergio Moro que avalia se o ex-presidente se beneficiou de dinheiro oriundo de propina na Petrobras no caso do tríplex do Guarujá, imóvel do qual é dono segundo acusação do Ministério Público Federal.
Questionado por Moro, em depoimento prestado em março deste ano, se tinha conhecimento de qualquer envolvimento de Lula com atividades ilícitas, ele respondeu “não”. Ele disse ainda ter participado de várias reuniões do petista com empresários e que esses encontros sempre tratavam de temas de “interesse do país”.
Doria, no entanto, não vê problema no fato de o novo auxiliar ser amigo do petista. “O Furlan é ex-ministro e uma figura impoluta, séria e de grande equilíbrio”, disse o prefeito, que também afirmou não ver nenhum problema no fato de nomear alguém que é o principal executivo da entidade empresarial criada por ele.





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