quinta-feira, 18 de maio de 2017

Procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima rejeita ‘jogar tudo debaixo do tapete’

Fausto Macedo - O Estado de São Paulo

Carlos Fernando dos Santos Lima, Procurador Regional da República /PR. FOTO RODOLFO BUHRER / ESTADÃO CONTEÚDO
Em sua conta no Facebook, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima – que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato – sugeriu que o País ‘não aceite a ideia de jogar tudo debaixo do tapete’.
Carlos Lima fez o post depois que O Globo divulgou informações sobre a delação do executivo Joesley Batista, do Grupo JBS, que afirma ter gravado conversa com o presidente Michel Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.
O presidente teria dado aval ao empresário para pagamento de mesada milionária a Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara.
“É preciso acreditar em um trabalho sério desenvolvido pelo Ministério Público Federal desde o início de 2014. Enquanto diziam que éramos contra um partido ou outro, a Procuradoria da República se manteve firme na sua tarefa de revelar a corrupção político-partidária sistêmica que mina todos os esforços da população para trabalhar e crescer por esforços e méritos próprios”, escreveu o procurador.
Fausto Macedo
18 Maio 2017 | 05h00
Carlos Fernando dos Santos Lima, Procurador Regional da República /PR. FOTO RODOLFO BUHRER / ESTADÃO CONTEÚDO
Em sua conta no Facebook, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima – que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato – sugeriu que o País ‘não aceite a ideia de jogar tudo debaixo do tapete’.
Carlos Lima fez o post depois que O Globo divulgou informações sobre a delação do executivo Joesley Batista, do Grupo JBS, que afirma ter gravado conversa com o presidente Michel Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.
O presidente teria dado aval ao empresário para pagamento de mesada milionária a Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara.
“É preciso acreditar em um trabalho sério desenvolvido pelo Ministério Público Federal desde o início de 2014. Enquanto diziam que éramos contra um partido ou outro, a Procuradoria da República se manteve firme na sua tarefa de revelar a corrupção político-partidária sistêmica que mina todos os esforços da população para trabalhar e crescer por esforços e méritos próprios”, escreveu o procurador.
“Não sejamos maniqueístas de achar que ou é o partido X ou o partido Y o problema”, segue Carlos Lima. “É muito mais que isso. Nem também aceitemos a ideia de que precisamos encerrar as investigações, jogando tudo debaixo do tapete, em troca de uma recuperação econômica.”
Ao final de sua mensagem, o procurador da Lava Jato é taxativo. “Enquanto não mudarmos a política e as leis processuais e penais, viveremos uma crise atrás de outra. Precisamos acreditar que é possível mudar.”

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