quinta-feira, 18 de maio de 2017

Possível sucessor de Temer, Rodrigo Maia é alvo da Lava Jato em inquéritos no STF

Flávio Ferreira - Folha de São Paulo


O presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é alvo de dois inquéritos no STF (Supremo tribunal Federal) resultantes das colaborações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato.

Maia assumiria por 30 dias em caso de saída do presidente Michel Temer, até a realização de novas eleições.

Em uma das investigações, os delatores da construtora afirmaram que foi feito um repasse de R$ 350 mil em 2008 a Maia, que teria afirmado que o valor seria usado para financiar as campanhas eleitorais de candidatos do DEM do Rio de Janeiro naquele ano.

Na eleição seguinte, em 2010, a Odebrecht pagou mais R$ 600 mil ao congressista, valor que serviria para abastecer a campanha do pai dele, Cesar Maia.

Apelidado de "Botafogo" nas planilhas do setor de propinas da construtora, Maia também é acusado por ex-executivos da empresa em outra apuração no STF.

Nesse inquérito, os colaboradores relataram que o presidente da Câmara recebeu R$ 100 mil em outubro de 2013 para ajudar na aprovação da Medida Provisória 613, relativa a um programa que desonerou a compra de matérias primas por indústrias químicas, tema de interesse da Braskem, braço petroquímico do grupo Odebrecht.

Maia já afirmou sobre esses dois inquéritos que "o processo vai comprovar que são falsas as citações dos delatores, e os inquéritos serão arquivados".

O congressista também foi alvo de apuração pela Polícia Federal em razão da suspeita de ter recebido recursos ilícitos da construtora OAS.

Em relatório entregue no âmbito de inquérito no STF, a PF relatou ter encontrado indícios de que Maia tenha favorecido interesses da OAS em troca de contribuições eleitorais.

Essa apuração teve como base mensagens de celular trocadas entre o congressista e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

No relatório, a PF afirma que a conduta de Maia configurou os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro."

Sobre essa suspeita, o congressista já declarou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa e sempre votou "de acordo com orientação da bancada ou com a própria consciência.

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