sexta-feira, 21 de abril de 2017

'Não serão uma ou duas semanas que farão diferença', diz Meirelles sobre Reforma da Previdência

Ricardo Leopoldo - O Estado de São Paulo

Para ministro da Fazenda, 'o importante é que seja aprovada'; mais cedo, Rodrigo Maia admitiu passar a votação prevista para o dia 8 para o dia 15


WASHINGTON - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que "não serão uma ou duas semanas que farão diferença para a aprovação da reforma da Previdência", pelo Congresso, pois o "importante é que seja aprovada." O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira, 21, em Foz do Iguaçu, que, caso não seja possível  fazer a votação no plenário da Casa no dia 8 de maio, ela poderá ocorrer no dia 15 de maio.
Foto: EFE/Lenin Nolly
Henrique Meirelles
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Washington
O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada" no Congresso, onde espera que será aprovada até o final de junho. Contudo, Meirelles manifestou que caso ocorra algum adiamento e a reforma for aceita de forma definitiva pelos parlamentares em agosto, não seriam gerados problemas para a correção das contas públicas no longo prazo. Para ele, no entanto, o impacto maior poderia ocorrer sobre expectativas de investidores, com efeito em preços de ativos financeiros.
Meirelles afirmou ainda que "não há necessidade de medidas adicionais para cumprir a meta fiscal deste ano", que é um déficit primário de R$ 139 bilhões. Segundo o ministro, "corte de despesas, recursos vindo de hidrelétricas e precatórios" ajudarão para que tal objetivo seja alcançado.

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Mais cedo, Maia admitiu passar a votação prevista inicialmente para o dia 8 de maio para o dia 15, em meio à forte resistência do Congresso ao texto. O presidente da Casa assumiu que o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, mas disse que não se trata de um adiamento, mas um “aprofundamento na articulação” para melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).
“Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer, que a gente pode perder no mérito. É uma matéria que é o coração do Brasil”, disse o presidente da Casa. 
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