sábado, 15 de abril de 2017

Além de ‘Caju’, Jucá também era chamado de ‘Aracati’ e ‘Cerrado’ na Odebrecht

Isadora Peron - O Estado de São Paulo

Setor de propinas da Odebrecht aponta pagamentos feitos ao senador do PMDB, por meio do lobista Milton Lyra, como recompensa pelo empenho do senador na aprovação da Medida Provisória 613, que concede incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química


Romero Jucá. Foto: Estadão
Romero Jucá. Foto: Estadão

Além de “Caju”, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também foi identificado como “Cerrado” e “Aracati” na planilha de pagamento de propina da Odebrecht. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de cinco inquéritos para apurar as acusações dos delatores da empreiteira contra o peemedebista.
O registro no sistema Drousys diz respeito a pagamentos feitos a Jucá, por meio do lobista Milton Lyra, como recompensa pelo empenho do senador na aprovação da Medida Provisória 613, que concede incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química.
Na planilha, está registrado que Jucá recebeu R$ 1,7 milhão sob o codinome de “Aracati” e R$ 1 milhão sob a alcunha de “Cerrado”. Os dois pagamentos teriam sido feitos em outubro de 2013.
As informações constam em um dos vídeos do ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho.
Em nota, o senador Romero Jucá afirmou que sempre esteve e sempre estará à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. Também disse que, durante as campanhas eleitorais, sempre atuou dentro da legislação e teve todas as contas aprovadas. O Estado não conseguiu contato com Milton Lyra.

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