sábado, 15 de abril de 2017

ACM Neto, o “Anão”, recebeu R$ 1,8 milhão em dinheiro para caixa 2, diz delator

André Borges - O Estado de São Paulo

Valor repassado em 2012 teria como destino a campanha co então candidato à Prefeitura de Salvador


ACM Neto. Foto: Denise Andrade/Estadão
ACM Neto. Foto: Denise Andrade/Estadão

O prefeito de Salvador, ACM Neto, é acusado de ter recebido, em dinheiro vivo, R$ 1,8 milhão de caixa 2 da Odebrecht para financiar sua campanha para a prefeitura em 2012. As afirmações foram feitas pelo ex-diretor da Odebrecht na Bahia, André Vital.
Em sua delação, Vital declarou que, no primeiro trimestre de 2012, a pedido de ACM Neto, se reuniu com o então candidato seu escritório em Salvador, quando ACM teria pedido recursos para sua campanha. Na ocasião, o candidato indicou o empresário Lucas Cardoso como a pessoa responsável para administrar a entrega dos recursos.
Segundo o delator, uma parcela de R$ 400 mil foi oficialmente depositada na candidatura de ACM, mas a maior parcela foi acordada que seria repassada via caixa 2. “Comuniquei a Lucas que o valor aprovado era de R$ 2,2 milhão e que parte desse valor ia ser pago via caixa 2”, declarou Vital, que também disse ter apresentado provas de registros telefônicos sobre o acordo e os pagamentos, que viriam a ocorrer em quatro parcelas, em dinheiro.
ACM Neto, que na tabela de propinas da Odebrecht recebeu a alcunha de “Anão”, negou as irregularidades e disse que todos as doações que recebeu para sua campanha de 2012 à prefeitura de Salvador foram realizadas de forma legal, recebidas pelo partido – Democratas – e registradas na Justiça Eleitoral, como determina a lei. Ele acrescentou ainda que todas as suas contas de campanha foram aprovadas pela justiça eleitoral.

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