Muitas das medidas anunciadas por Donald Trump têm efeitos contraditórios
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Helena Bento - Expresso
Trump diz que a herança do antigo líder cubano é de “pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação de direitos humanos fundamentais” e garante que vai “fazer tudo o que puder” para ajudar os cubanos
Depois de ter reagido à morte de Fidel Castro com uma breve mensagem na sua conta do Twitter, que dizia simplesmente “Fidel está morto!”, Donald Trump emitiu um comunicado em que acusa o antigo líder cubano de ser um “ditador brutal”. “Hoje, o mundo assinala a morte de um ditador brutal que oprimiu o seu próprio povo durante quase seis décadas. A herança de Fidel Castro é de pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação de direitos humanos fundamentais”, refere a nota.
O presidente eleito dos EUA diz que Cuba permanece uma “ilha totalitária” e que tem esperança de que o dia de hoje marque o afastamento dos “horrores que duraram demasiado tempo” em direção a “um futuro em que o fantástico povo cubano viva finalmente na liberdade que tanto merece”. Trump compromete-se ainda a “fazer tudo o que puder” para ajudar os cubanos e garantir a sua “liberdade e prosperidade”.
Mike Pence, vice-presidente eleito, foi ainda mais longe e disse: “O tirano Castro morreu. Nasce uma nova esperança. Estamos ao lado do povo cubano oprimido por uma Cuba democrática e livre. Viva Cuba Libre!”
Barack Obama também reagiu à morte de Fidel, mas de uma forma diferente. Afirmando que a Casa Branca estende a “mão da amizade” ao povo cubano, o antigo presidente dos EUA disse que caberá à “História julgar o impacto enorme” que o ex-líder da revolução cubana, “uma figura singular”, teve tanto no seu país, como no mundo.
Responsável, assim como Raúl Castro, irmão de Fidel, pela aproximação histórica entre Cuba e os EUA, Barack Obama afirmou ainda que a Casa Branca “trabalhou arduamente” para ultrapassar as diatribes do passado e abrir caminho para um futuro “onde a relação entre os dois países é definida não pelas suas diferenças, mas pelas muitas coisas que partilham enquanto vizinhos e amigos - os laços familiares, culturais e comerciais”.
Os Estados Unidos, recorde-se, reataram as relações diplomáticas com Cuba em julho de 2015 e um mês depois abriram a sua embaixada em Havana.
