segunda-feira, 16 de junho de 2014

Curitiba vira palco de protestos com temas diversificados

O Globo

Quebra-quebra de black blocks em agências bancárias interrompeu o clima pacífico dos protestos na capital paranaense

Além do protesto dos gays contra a homofobia no Irã e na Nigéria, países cujas as seleções entram em campo nesta segunda-feira pela Copa do Mundo, outras quatro manifestações ocorreram na capital paranaense.

Em frente a Universidade Federal do Paraná, um grupo de estudantes fizeram um protesto bem humorado no qual os participantes simularam um jogo de futebol em que uma estudante, que representava a Fifa, sempre ganhava com a ajuda do governo. Na região da Boca Maldita, três outros protestos se encontraram: um a favor das meninas sequestradas na Nigéria, outro em prol de 11 líderes de Direitos Humanos no Brasil e um composto por black blocs, contra a Copa do Mundo e com a presença de mascarados. Muitas ações foram acompanhadas por funcionários da Defensoria

Os protestos ocorriam de maneira pacífica até às 15 horas, quando alguns manifestantes contrários ao Mundial decidiram se aproximar do estádio onde era realizada a partida entre Irã e Nigéria. Segundo testemunhas, a Polícia Militar fez um cerco ao grupo próximo a um shopping da capital parananese.

Os manifestantes decidiram então voltar para o Centro e, no caminho, teriam destruído seis agências bancárias. A PM acabou detendo cinco pessoas das manifestações. Não há informação de feridos.

Nos arredores do estádio, visualmente, a maior parte dos torcedores são brasileiros e, entre as torcidas que competem, a torcida iraniana é mais numerosa que a nigeriana. O sistema de transporte funcionou bem. Havia policiais falando inglês nos principais cruzamentos de acesso ao estádio e foram registrados poucos casos de cambistas. O que mais chama a atenção é o grande número de voluntários de igreja distribuindo folhetos. Em alguns acessos aos estádios, haviam mais evangélicos do que policiais.